terça-feira, abril 21, 2009

ABAIXO ASSINADO POR ALFAMA

Fernando!
Volto a abrir o teu blog por causa justa. Sei que o farias também! Querias uma Alfama LINDA! Vamos à luta.
Eterna saudade do teu amigo poeta.
Rogério Martins Simões
A APPA - Associação do Património e da População de Alfama decidiu avançar com um abaixo assinado junto da população de Alfama, e de todos quanto os se preocupam e gostam deste Bairro com vista a pressionar a Câmara de Municipal de Lisboa a avançar com as devidas diligências para resolver as situações de abandono com obras paradas que privam a população de Alfama das condições minimas de habitabilitade e tornam este bairro histórico da capital portuguesa um estaleiro de obra que põe em risco população e visitantes e deixa junto destes últimos uma péssima imagem do nosso pais.
Os interessados poderão assinar o abaixo assinado em diversos locais da freguesia assim como online em : http://www.petitiononline.com/alfama APPA - Associação do Património e da População de Alfamahttp://www.app-alfama.orggeral@app-alfama.org
-Enviamos em anexo um texto com mais informação sobre esta tomada de posição.O abaixo-assinado distribuido junto da população é o seguinte:A População de Alfama recusa-se a aceitar o abandono a que foi deixado o seu Bairro e Património.Queremos que Câmara de Municipal de Lisboa e o seu Presidente procedam às devidas diligências para resolver as situações de abandono com obras paradas, que tome as medidas necessárias para que se retomem as obras em prédios cobertos de andaimes e estruturas metálicas inúteis, que se garantam as condições mínimas de habitabilidade e que se estabeleça uma política concreta de prioridades de intervenção com o fim de salvaguardar o espólio ainda existente e de dar à população condições de vida dignas.Nós abaixo assinamos para que a Câmara Municipal de Lisboa assuma responsabilidades sobre o património de Alfama e que rectifique as situações em que edifícios foram transformados em estaleiros de obra. Que restitua às diversas freguesias as habitações, os pátios, as ruas seguras e acima de tudo que devolva ao bairro, a sua dignidade.
Alfama é um dos bairros emblemáticos da cidade de Lisboa, não só por toda a sua história mas por ser um dos melhores exemplos de vivência e reutilização de espaço por parte de diversas comunidades ao longo do tempo. Apesar de ser uma referência histórica, Alfama é acima de tudo um bairro vivo e tem de ser tratado com toda a dignidade. Na realidade, a esmagadora maioria dos imóveis existentes nas diversas freguesias não têm sido alvo de atenção dos seus proprietários, sejam estes pertencentes a privados, a instituições ou à Câmara Municipal de Lisboa. Os projectos de salvaguarda e recuperação de património são praticamente nulos e as únicas obras visíveis estão paradas há anos deixando os imóveis do bairro ao abandono, com edifícios cobertos de andaimes e estruturas metálicas inúteis que envergonham os moradores pelo aspecto que ostentam, que degradam as zonas envolventes e pior, são um perigo real e latente para qualquer pessoa, seja habitante, turista ou simples transeunte. Esta situação não é recente, arrasta-se há anos, sem nunca se ter tornado uma preocupação da Câmara Municipal de Lisboa e mantendo-se numa penosa e triste realidade para os moradores que diariamente assistem ao abandono e à degradação das suas casas. A política de realojamento dos moradores tem sido realizada com o mesmo tipo de atitude onde predomina o desprezo pelas pessoas e suas necessidades. Os habitantes são afastados e realojados em casas a dezenas de quilómetros do bairro, longe das suas referências sociais, familiares ou profissionais, sem qualquer meio de transporte ou elo de ligação ao local de onde partiram.
É urgente que a Câmara Municipal de Lisboa assuma as responsabilidades desta situação, que as resolva, que retome as obras paradas e abandonadas com o reaproveitamento do trabalho que já foi feito.
Que proceda às devidas diligências para resolver situações de abandono de obra por falta de capacidade financeira ou por problemas legais.
Que torne seguro os locais contíguos a obras recorrendo a todos os meios legais.
É necessário intervir urgentemente nos edifícios degradados e impróprios para constituírem habitação. A avaliação do estado real de conservação dos imóveis é absolutamente imprescindível para que se estabeleça uma política concreta de prioridades de intervenção com o fim de salvaguardar o espólio ainda existente.

A População de Alfama recusa-se a ver o seu Património transformado em estaleiro de obras e exige ao Senhor presidente da Câmara Municipal de Lisboa que restitua às diversas freguesias as habitações, os pátios, as ruas seguras e acima de tudo que devolva ao bairro, a sua dignidade.
APPA - Associação do Património e da População de Alfamahttp://www.app-alfama.orggeral@app-alfama.org
Vanessa Rodrigues e Eduardo Balsa

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sexta-feira, outubro 19, 2007

POR TI E PARA TI FERNANDO BIZARRO

Amigos de Alfama e do Fernando Bizarro
Já não suportava os comentários colocados injustamente neste blog do Fernando.
O Fernando deixou-nos e a saudade é grande.
Por favor deixem flores para o Fernando que bem as merece.
Os meus sentidos pêsames à sua família que não conheço.
Sempre
Rogério Martins Simões

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quarta-feira, janeiro 19, 2005

Apelo para a Humanidade

Tivemos a tristeza de ver recentemente o Tsunami, causando uma grande destruição e vitimando um número inconcebível de pessoas em sete países da Ásia. Sabemos que esse tipo de facto é um acontecimento natural, porém havemos de analisar e acrescentar que a intensidade desse tsunami mostra-nos claramente que o desequilíbrio ambiental é, incontestavelmente, potencializador de forças naturais deste porte. Cabe a nós, definitivamente, uma reflexão séria sobre o assunto e buscarmos maneiras mais correctas de lidarmos com o espaço que vivemos, para que não sejamos nós os responsáveis por catástrofes desta natureza.

Nós blogueiros, propomos desde já, unirmo-nos em um alerta para a humanidade, e implantarmos cada um de nós, a nosso modo e em nosso ambiente, medidas práticas de mudanças!

É tempo de se falar abertamente. É tempo de se abordarem as questões em profundidade e não de forma restritiva. É tempo enfim, de se falar a sério sobre a questão ambiental e ecológica. Sobre a humanidade!

E com razão. É que cada vez mais se toma consciência de que o combate pela preservação, não tem fronteiras, não é regionalizável e de que a resposta ou é global ou não será resposta.

As chuvas ácidas, o efeito de estufa, a poluição dos rios e dos mares, a destruição das florestas, não têm azimute nem pátria, nem região. Ou se combatem a nível global ou ninguém se exime dos seus efeitos.

As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?

Os desertos ainda deixam que reverdejem alguns espaços estuantes de vida. Mas vão avançando sempre.

Ainda há manchas florestais não decepadas nem ardidas. Mas é cada vez mais grave o deficit florestal.

Ainda há saldos de crude por extrair, de urânio e cobre por desenterrar, de carvão e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas à custa de sucessivas reduções de reservas naturais não renováveis.

Na sua singeleza, o caso é este:

Até agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. Só que quanto mais se consome, mais apelo se faz à delapidação de recursos naturais finitos e não renováveis, o que vale por dizer que não é essa uma solução durável, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: é ela mesmo uma solução a prazo.

Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra está condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.

Não nos iludamos. A ciência não contém todas as respostas. Antes é portadora das mais dramáticas apreensões.

O que há de novo e preocupante nos dias de hoje, é um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista – pior do que isso, cegamente crescimentista – que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais não renováveis, que de relativamente escassos tendem a sê-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem urânio, sem ferro, sem carvão e sem petróleo, não subsistiremos sem ar e sem água, para não ir além dos exemplos mais frisantes.

Daí a necessidade absoluta de uma resposta global. Tão só esta necessidade de globalização das respostas, dá-nos a real dimensão do problema e a medida das dificuldades das soluções. Lêem-se o Tratado de Roma, O Acto Único Europeu e mais recentemente as conclusões da Conferência de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relutância dos países mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redução do nível de emissões. Regista-se a falta de empenhamento ecológico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabará por nos conduzir para um beco sem saída.

Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visão mais ampla e intemporal. Se houver ar puro até ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a água do cantil.

Será que o empresário que projectou a fábrica está psicológica ou culturalmente preparado para aceitar sem sofismas nem reservas as conclusões de uma avaliação séria do respectivo impacto ambiental?
Mesmo sem sacrificar os padrões de crescimento perverso a que temos ligados os nossos hábitos, há medidas a tomar que não se tomam, como por exemplo:

  • Levar até ao limite do seu relativo potencial o uso da energia solar e da energia eólica.
  • Levar até ao limite a preferência da energia hidráulica sobre a energia térmica.
  • Regressar à preferência dos adubos orgânicos sobre os adubos químicos.
  • Corrigir o excessivo uso dos pesticidas.
  • Travar enquanto é tempo a fúria do descartável, da embalagem de plástico, dos artigos de intencional duração.
  • Regressar ao domínio do transporte ferroviário sobre o rodoviário.
  • Repensar a dimensão irracional do transporte urbano em geral e do automóvel em particular.
  • Repensar, aliás, a loucura em que se está tornando o próprio fenómeno do urbanismo.
  • Reformular a concepção das cidades e das orlas costeiras


  • Dito de outro modo: a moda política tende a ser, um constante apelo às terapêuticas de crescimento pelo crescimento. È tarde demais para desconhecermos que, quando a produção cresce, as reservas naturais diminuem.

    Há porém um fenómeno que nem sempre se associa ás preocupações da humanidade. Refiro-me à explosão demográfica.

    Com mais ou menos rigor matemático, é sabido que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Assim, em menos de meio século, a população do globo cresceu duas vezes e meia !...
    Nos últimos dez anos, crescemos mil milhões!... Sem grande esforço mental, compreendemos aonde nos levará esta situação.

    Se é de um homem mais sensato e responsável que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condições de conservação e está metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permaneça respirável, que a água seja instrumento de vida e dela portadora, e os equilíbrios naturais retomem o ciclo da auto sustentação, empenhemo-nos desde já nessa tarefa, com persistência e determinação.



    Se é a continuação da vida sobre a terra que está em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para quê perder mais tempo?...

    Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preservação Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.

    Ao fazê-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupação o futuro da Humanidade, o futuro dos nossos filhos!





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    quinta-feira, novembro 11, 2004

    O Rosto de Elisa

    Este era o rosto da Elisa, de quem vos falei há dois meses atrás.

    Este Blog tem estado em "banho Maria", por varias razões, uma das principais, era a ausência de fotografias do Bairro de Alfama.

    Mas graças à gentileza da Senhora Presidente da Junta de Freguesia de S. Miguel, que me emprestou alguns livros com fotografias do Bairro, que já digitalizei, já é mais fácil prosseguir o meu projecto.

    Entretanto, continuo apelando aos meus Amigos, que tenham fotografias do Bairro, o favor de as enviar para ftcb@netcabo.pt .

    Vou tentar, a partir de agora, manter um contacto mais regular convosco, através dos meus textos, com histórias e curiosidades do Bairro de Alfama, a maior parte das quais, fazem parte do arquivo da minha memória.

    Para a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de S. Miguel o meu Bem Haja, pela documentação preciosa que me facultou.

    terça-feira, outubro 05, 2004

    Imagens de Alfama



    Faço daqui um apelo a todos os estimados visitantes, que possuam, fotogafias ou postais ilustrados de Alfama e que queiram ter o trabalho de as digitalizar, as enviem através do endereço electronico: ftcb@netcabo.pt

    A todos quantos tiverem possibilidades de corresponder a este meu apelo, as minhas antecipadas desculpas pela ousadia e o meu:

    Bem Hajam!

    quinta-feira, setembro 09, 2004

    As Flores de Elisa

    Há pouco mais de uma semana, tive conhecimento através de um antigo colega da Escola Primária, Cantiga Escolar de S. Miguel, que a Elisa tinha falecido vitima de cancro no cérebro.

    Conhecia a Elisa desde que me conheço. Era uma, dos muitos filhos da tia América, uma senhora bem nutrida e bastante popular neste Bairro.

    A Elisa, até casar, viveu com os pais e com os irmãos, numa pequena loja / cave do prédio onde eu residia em solteiro, na Rua da Adiça. A casa da tia América, vendedora de legumes e frutas, durante o dia estava sempre com as portas entreabertas. Mas estes pormenores ficarão para um outro texto.

    A Elisa tinha o cabelo alourado, com ondas bem vincadas. Mesmo em jovem, tinha um ar austero. Durante muito tempo e até depois de casar, ajudava a mãe na venda dos legumes e das frutas.

    Depois decidiu dedicar-se às flores. Durante parte do dia expunha-as em cestas, como se pode ver na foto aqui ao lado, deste Blog. O seu ponto de venda, digamos, fixo, era ali, no começo da Rua de S. João da Praça, que conflui com o inicio da Rua da Adiça, portanto a cerca de vinte metros da casa da tia América. A certas horas do dia levava as suas flores para junto ao Cemitério do Alto de S. João.

    A Elisa partiu. Não sei se alguém continua a vender flores, ali, na Rua de S. João da Praça.

    Para ela, com quem poucas palavras troquei, envio as flores das minhas memórias do Bairro.

    sexta-feira, setembro 03, 2004

    A ROSEIRA NÃO SERÁ ESQUECIDA


    A Rosa,
    Rosa das escuras ruas de Alfama,
    Era rosa
    Filha de Roseira Brava
    Que vendia sardinha de Barrica.

    A Rosa
    Não nasceu num berço de oiro
    Nem nasceu menina rica.
    Sua mãe a pariu
    Quase morta
    Numa manhã invernosa
    A caminho da lota.

    A Rosa
    Filha de Roseira Brava
    Que vendia sardinha de Barrica.
    Não se quedou apregoando sardinha
    Pelas ruas da Regueira
    Ou vendendo seu corpo lesto
    Pelos bares tristes da Ribeira.

    A Rosa,
    Rosa das escuras ruas de Alfama,
    Filha de Roseira Brava
    Que vendia sardinha de Barrica.
    Parida quase morta
    A caminho da lota,
    Que não teve berço de oiro
    Nem nasceu para ser rica
    Morreu pela Liberdade!
    Morreu vendendo a vida.
    E agora dizem em Alfama
    Que a Rosa não será esquecida.

    1969

    Rogério

    (homenagem à mulher trabalhadora de Alfama)


    Os meus sinceros agradecimentos ao Amigo Rogério Simões, que correspondeu ao meu apelo enviando-me um belo poema que eu tenho todo o gosto em publicar e partilhar convosco.

    sexta-feira, agosto 27, 2004

    Balada para uma velhinha


    Música: Martinho de Assunção

    Letra: Ary dos Santos


    Num banco de jardim uma velhinha
    está tão só com a sombrinha
    que é o seu pano de fundo.
    Num banco de jardim uma velhinha
    está sozinha, não há coisa
    mais triste neste mundo.
    E apenas faz ternura, não faz pena,
    não faz dó,
    pois tem no rosto um resto de frescura.
    Já coseu alpergatas e
    bandeiras verdadeiras.
    Amargou a pobreza até ao fundo.
    Dos ossos fez as mesas e as cadeiras,
    as maneiras
    que a fazem estar sentada sobre o mundo.
    Neste jardim ela
    à trepadeira das canseiras
    das rugas onde o tempo
    é mais profundo.
    Num banco de jardim uma velhinha
    nunca mais estará sozinha,
    o futuro está com ela,
    e abrindo ao sol o negro da
    sombrinha poidinha,
    o sol vem namorá-la da janela.
    Se essa velhinha fosse
    a mãe que eu quero,
    a mãe que eu tinha,
    não havia no mundo outra mais bela.
    Num banco de jardim uma velhinha
    faz desenhos nas pedrinhas
    que, afinal, são como eu.
    Sabe que as dores que tem também são minhas,
    são moinhas do filho a desbravar que Deus lhe deu.
    E, em volta do seu banco, os
    malmequeres e as andorinhas
    provam que a minha mãe nunca morreu.


    quarta-feira, agosto 25, 2004

    Alfama é fácil de Amar


    sábado, agosto 21, 2004

    Um arquivo da minha memória


    Sou um, dos muitos que vieram para o mundo exterior, na lisboeta Maternidade Alfredo da Costa.

    Saí de lá para a Rua da Adiça, no típico Bairro de Alfama onde os meus Pais, alentejano do Alto e beirã da Baixa. residiam há alguns anos, na companhia do meu único irmão, cerca de 12 anos mais velho.

    Há muitos anos que não deambulo pela Alfama profunda, que eu deixei desde que regressei da guerra colonial, indo residir para Freguesia de S. Vicente de Fora, na fronteira entre o Bairro da Graça e o de Marvila. Durante nove anos, dada a proximidade, ainda percorri com uma certa frequência aquelas ruas, ruelas, becos, escadinhas e vielas. Depois foi a mudança para o concelho de Oeiras, onde espero permanecer até ser solicitado para outra dimensão.

    Esta pretende ser uma pequena homenagem ao Bairro que me viu crescer. Onde fiz a então designada Escola Primária. E posteriormente, já durante a minha adolescência e o meu curso Secundário, onde tinha o vicio terrível de ler até altas horas da madrugada, deitado na cama embutida num móvel estante do meu pequeno quarto / escritório.

    Foi nessa casa, na Rua da Adiça, com três pequenas divisões, um estreitíssimo corredor de acesso para a pequena cozinha, que tinha embutida uma minúscula casa de banho, onde comecei a adquirir a minha percepção do Mundo.

    Vou tentar retirar do arquivo da minha memória, algumas recordações, boas, más e assim, assim...

    Sem saudosismos, espero ter a capacidade de transmitir através da escrita, aquilo que o leitor do meu cérebro me permitir ouvir e visualizar e que se para tal tiver "engenho e arte", transmitir as imagens do que vier a escrever, para quem tenha a paciência de perder tempo com as minhas recordações.

    Ao terminar este primeiro texto, faço daqui um apelo a todos quantos me puderem ajudar, no sentido de me enviarem através de email fotografias ou textos que considerarem interessantes de figurar neste espaço.