sábado, agosto 21, 2004

Um arquivo da minha memória


Sou um, dos muitos que vieram para o mundo exterior, na lisboeta Maternidade Alfredo da Costa.

Saí de lá para a Rua da Adiça, no típico Bairro de Alfama onde os meus Pais, alentejano do Alto e beirã da Baixa. residiam há alguns anos, na companhia do meu único irmão, cerca de 12 anos mais velho.

Há muitos anos que não deambulo pela Alfama profunda, que eu deixei desde que regressei da guerra colonial, indo residir para Freguesia de S. Vicente de Fora, na fronteira entre o Bairro da Graça e o de Marvila. Durante nove anos, dada a proximidade, ainda percorri com uma certa frequência aquelas ruas, ruelas, becos, escadinhas e vielas. Depois foi a mudança para o concelho de Oeiras, onde espero permanecer até ser solicitado para outra dimensão.

Esta pretende ser uma pequena homenagem ao Bairro que me viu crescer. Onde fiz a então designada Escola Primária. E posteriormente, já durante a minha adolescência e o meu curso Secundário, onde tinha o vicio terrível de ler até altas horas da madrugada, deitado na cama embutida num móvel estante do meu pequeno quarto / escritório.

Foi nessa casa, na Rua da Adiça, com três pequenas divisões, um estreitíssimo corredor de acesso para a pequena cozinha, que tinha embutida uma minúscula casa de banho, onde comecei a adquirir a minha percepção do Mundo.

Vou tentar retirar do arquivo da minha memória, algumas recordações, boas, más e assim, assim...

Sem saudosismos, espero ter a capacidade de transmitir através da escrita, aquilo que o leitor do meu cérebro me permitir ouvir e visualizar e que se para tal tiver "engenho e arte", transmitir as imagens do que vier a escrever, para quem tenha a paciência de perder tempo com as minhas recordações.

Ao terminar este primeiro texto, faço daqui um apelo a todos quantos me puderem ajudar, no sentido de me enviarem através de email fotografias ou textos que considerarem interessantes de figurar neste espaço.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Somos vizinhos. Toda a minha adolescência foi passada na vizinha Rua de S. João da Praça. E com tristeza que assisto a decadência de uma rua outrora cheia de vida, hoje cheia de edíficios arruinados. Das crianças que por por ali pululavam alegremente, jogando à bola no meio da rua, resta a memória, que os velhos moradores ainda vão conservando. Em breve na da restará.

19 de julho de 2005 às 23:04  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Fomos vizinhos, digo eu, pois nasci na Rua das Escolas Gerais, nº.15-3º.há já uns bons pares de anos... Vivi lá até mais ou menos aos 8 anos, depois mudei-me para o bairro de Alvalade e, quando meu pai faleceu, aos 15 anos voltei para lá. A casa era dos meus avós. O prédio era velho que só visto mas agora teve obras, finalmente!
Tenho saudades de Alfama! Há algum tempo que não passo por lá...

13 de setembro de 2005 às 21:16  
Anonymous Anónimo said...

Keep up the good work » » »

6 de março de 2007 às 13:49  

Enviar um comentário

<< Home